Pulseiras Power Balance multadas
As pulseiras Power Balance estão em todo o lado. Estavam no pulso de cada um dos 33 mineiros chilenos no dia a seguir à mediática operação de salvamento, a 13 de Outubro, que os retirou do cárcere de mais de dois meses no fundo da mina de San Jose. São conhecidas por promover a força e equilíbrio de quem as usa. Mas a associação espanhola de defesa do consumidor Facua não acredita nada nisso. Decidiu avançar com um processo por publicidade enganosa. E ganhou. Mas não está satisfeita.
Cerca de 15 mil euros é quanto a Power Balance Espanha, com sede em Málaga terá de pagar de multa à Junta da Andaluzia por publicidade enganosa, de acordo com o processo promovido pela Facua.
Segundo a delegada de saúde da Junta da Andaluzia para Málaga María Antigua Escalera. trata-se de “uma falta grave de publicidade enganosa”, adiantou ao diário espanhol El Mundo. Mas a Facua não está totalmente satisfeita com a decisão. E explica porquê no seu site.
“A Power Balance Espanha anunciava que tinha vendido em Abril cerca de 300 mil pulseiras pseudomilagrosas, o que supõe uma receita de cerca de 10 milhões de euros. O dinheiro que encaixa em algumas horas, com a venda de apenas 500 unidades é o suficiente para pagar a multa”, diz a associação no site onde se considera indignada com o facto das autoridades não terem proibido a venda.
Para a Facua a multa deveria ser no valor das receitas da empresa: “Segundo a lei de consumo em vigor a Junta da Andaluzia podia ter apreendido toda a mercadoria à venda e ter multado a empresa no valor da receita total de vendas. E sendo a situação considerada grave poderia ter multado em mais 400 mil euros”.
Espanha é, segundo a associação, o país líder em vendas da empresa.
Desportistas conhecidos, políticos e artistas aderiram à Power Balance em massa. O El Mundo lembra que até a ministra da Saúde , Leire Pajín a tem usado nos últimos meses.
Segundo a marca, o holograma das pulseiras coloridas plásticas tem cargas eléctricas que interagem com o campo de energia natural do corpo, melhorando a força, equilíbrio e flexibilidade.
A Facua avisa que vai recorrer da decisão que não considera satisfatória e exige uma sanção equiparada ao tamanho da fraude.
Fonte: Público
Cerca de 15 mil euros é quanto a Power Balance Espanha, com sede em Málaga terá de pagar de multa à Junta da Andaluzia por publicidade enganosa, de acordo com o processo promovido pela Facua.
Segundo a delegada de saúde da Junta da Andaluzia para Málaga María Antigua Escalera. trata-se de “uma falta grave de publicidade enganosa”, adiantou ao diário espanhol El Mundo. Mas a Facua não está totalmente satisfeita com a decisão. E explica porquê no seu site.
“A Power Balance Espanha anunciava que tinha vendido em Abril cerca de 300 mil pulseiras pseudomilagrosas, o que supõe uma receita de cerca de 10 milhões de euros. O dinheiro que encaixa em algumas horas, com a venda de apenas 500 unidades é o suficiente para pagar a multa”, diz a associação no site onde se considera indignada com o facto das autoridades não terem proibido a venda.
Para a Facua a multa deveria ser no valor das receitas da empresa: “Segundo a lei de consumo em vigor a Junta da Andaluzia podia ter apreendido toda a mercadoria à venda e ter multado a empresa no valor da receita total de vendas. E sendo a situação considerada grave poderia ter multado em mais 400 mil euros”.
Espanha é, segundo a associação, o país líder em vendas da empresa.
Desportistas conhecidos, políticos e artistas aderiram à Power Balance em massa. O El Mundo lembra que até a ministra da Saúde , Leire Pajín a tem usado nos últimos meses.
Segundo a marca, o holograma das pulseiras coloridas plásticas tem cargas eléctricas que interagem com o campo de energia natural do corpo, melhorando a força, equilíbrio e flexibilidade.
A Facua avisa que vai recorrer da decisão que não considera satisfatória e exige uma sanção equiparada ao tamanho da fraude.
Fonte: Público
Festival cancelado por organização desaparecida
O festival de música portuguesa Querido mês de Agosto, que começou ontem em Vila Real e deveria prolongar-se até domingo, foi anulado depois de os elementos da organização terem desaparecido e de Pedro Abrunhosa ter anulado o concerto.
Artur Carvalho, um dos representantes do Abambres Sport Clube, que cedeu o espaço para a realização do evento, disse hoje à Lusa que os palcos já estão a ser desmantelados porque “não apareceu ninguém da organização” deste festival, que acabou por ser anulado.
O Querido mês de Agosto, organizado pela Topiklink - Agência de Espectáculos e Eventos, foi anunciado como o maior festival de música portuguesa deste Verão.
No entanto, no dia do arranque o recinto estava longe de acolher os milhares de pessoas previstas e, apesar de os Seda ainda terem subido ao palco, o cabeça-de-cartaz da noite, Pedro Abrunhosa, acabou por cancelar o concerto.
"Incumprimento contratual da organização"
Em comunicado, a agência de artistas Sons em Trânsito lamentou “o incómodo que o cancelamento possa ter causado aos fãs e a todos os presentes no recinto” e confirmou que “o motivo da não realização do concerto se deve unicamente a incumprimento contratual da organização do evento”.
Com concerto marcado para as 22h30, segundo esta empresa, “Pedro Abrunhosa & Comité Caviar e toda a equipa técnica aguardaram no local até à 01h00, momento em que se tornou inequívoco não estarem reunidas as condições para a realização do espectáculo e que o acordo não iria ser cumprido”.
Logo após o cancelamento, dezenas de espectadores tentaram reaver o dinheiro do bilhete (dez euros), mas depressa o dinheiro disponível nas bilheteiras esgotou e os responsáveis da organização não apareceram para dar explicações. Apesar das várias tentativas para obter esclarecimentos sobre o assunto, ninguém da Topiklink atende os telemóveis.
Organizadores "fugiram durante a noite"
Artur Carvalho afirmou que os organizadores “fugiram durante a noite”, deixando apenas “dívidas” e “muitos prejuízos para o clube”, pelo que pondera apresentar queixa contra a empresa organizadora.
Já esta manhã algumas empresas que prestaram serviço ao festival tentaram levantar os cheques de pagamento, mas estes não tinham provimento.
Com um orçamento de 350 mil euros, o Querido mês de Agosto anunciou 12 horas de música por dia e ainda actuações de ranchos folclóricos, mostras de artesanato e tasquinhas com gastronomia regional.
Para além de Pedro Abrunhosa, estavam ainda anunciados concertos de Miguel Gameiro, João Pedro Pais e Rita Guerra.
Fonte: Público
Artur Carvalho, um dos representantes do Abambres Sport Clube, que cedeu o espaço para a realização do evento, disse hoje à Lusa que os palcos já estão a ser desmantelados porque “não apareceu ninguém da organização” deste festival, que acabou por ser anulado.
O Querido mês de Agosto, organizado pela Topiklink - Agência de Espectáculos e Eventos, foi anunciado como o maior festival de música portuguesa deste Verão.
No entanto, no dia do arranque o recinto estava longe de acolher os milhares de pessoas previstas e, apesar de os Seda ainda terem subido ao palco, o cabeça-de-cartaz da noite, Pedro Abrunhosa, acabou por cancelar o concerto.
"Incumprimento contratual da organização"
Em comunicado, a agência de artistas Sons em Trânsito lamentou “o incómodo que o cancelamento possa ter causado aos fãs e a todos os presentes no recinto” e confirmou que “o motivo da não realização do concerto se deve unicamente a incumprimento contratual da organização do evento”.
Com concerto marcado para as 22h30, segundo esta empresa, “Pedro Abrunhosa & Comité Caviar e toda a equipa técnica aguardaram no local até à 01h00, momento em que se tornou inequívoco não estarem reunidas as condições para a realização do espectáculo e que o acordo não iria ser cumprido”.
Logo após o cancelamento, dezenas de espectadores tentaram reaver o dinheiro do bilhete (dez euros), mas depressa o dinheiro disponível nas bilheteiras esgotou e os responsáveis da organização não apareceram para dar explicações. Apesar das várias tentativas para obter esclarecimentos sobre o assunto, ninguém da Topiklink atende os telemóveis.
Organizadores "fugiram durante a noite"
Artur Carvalho afirmou que os organizadores “fugiram durante a noite”, deixando apenas “dívidas” e “muitos prejuízos para o clube”, pelo que pondera apresentar queixa contra a empresa organizadora.
Já esta manhã algumas empresas que prestaram serviço ao festival tentaram levantar os cheques de pagamento, mas estes não tinham provimento.
Com um orçamento de 350 mil euros, o Querido mês de Agosto anunciou 12 horas de música por dia e ainda actuações de ranchos folclóricos, mostras de artesanato e tasquinhas com gastronomia regional.
Para além de Pedro Abrunhosa, estavam ainda anunciados concertos de Miguel Gameiro, João Pedro Pais e Rita Guerra.
Fonte: Público
Cardeal Bertone relaciona pedofilia com homossexualidade
É a homossexualidade e não o celibato dos padres que o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, relaciona com a pedofilia e com os casos de abusos no seio da Igreja Católica.
“Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre o celibato dos padres e a pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e disseram-me recentemente, que há uma relação entre homossexualidade e pedofilia”, afirmou Bertone.
“É a verdade, é esse o problema”, garantiu o cardeal numa conferência de imprensa em Santiago do Chile. “Esta patologia toca todos os tipos de pessoas e os padres num grau menor, em termos percentuais”, afirmou ainda o cardeal, “número dois” do Vaticano. “O comportamento dos padres neste caso, o comportamento negativo, é muito sério, é escandaloso.”
No Chile, houve de imediato reacções indignadas: “Esta é a uma estratégia do Vaticano para fugir às suas próprias responsabilidades éticas e legais, fazendo esta ligação falsa e repugnante”, afirmou Rolando Jimenez, presidente do Movimento para a Integração e Libertação Homossexual, recusando a existência de quaisquer estudos sérios que sustentem o que diz Bertone.
O secretário de Estado do Vaticano afirmou ainda que o Papa Bento XVI está a preparar “outras iniciativas” face aos escândalos de pedofilia, na sequência da divulgação de uma série dos procedimentos internos a adoptar pelas dioceses no caso de abusos, e que incluem a denúncia à justiça, no respeito pela “lei ordinária”.
Entre o silêncio e a gaffe, como a do pregador do Vaticano que comparou as acusações contra ao Papa ao anti-semitismo, a Santa Sé tem sido acusada de não estar a responder adequadamente à crise aberta pela divulgação de centenas de denúncias de abusos sexuais com o envolvimento de religiosos em vários países europeus.
“O Vaticano não se deu ainda conta até que ponto é grave a crise mediática”, disse recentemente à AFP o vaticanista do diário “Il Giornale”. “Será útil aos dirigentes da Santa Sé falarem um pouco com os jornalistas”, aconselhou em declarações ao "La Stampa" George Weigel, autor de uma biografia de João Paulo II.
Fonte: Público
“Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre o celibato dos padres e a pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e disseram-me recentemente, que há uma relação entre homossexualidade e pedofilia”, afirmou Bertone.
“É a verdade, é esse o problema”, garantiu o cardeal numa conferência de imprensa em Santiago do Chile. “Esta patologia toca todos os tipos de pessoas e os padres num grau menor, em termos percentuais”, afirmou ainda o cardeal, “número dois” do Vaticano. “O comportamento dos padres neste caso, o comportamento negativo, é muito sério, é escandaloso.”
No Chile, houve de imediato reacções indignadas: “Esta é a uma estratégia do Vaticano para fugir às suas próprias responsabilidades éticas e legais, fazendo esta ligação falsa e repugnante”, afirmou Rolando Jimenez, presidente do Movimento para a Integração e Libertação Homossexual, recusando a existência de quaisquer estudos sérios que sustentem o que diz Bertone.
O secretário de Estado do Vaticano afirmou ainda que o Papa Bento XVI está a preparar “outras iniciativas” face aos escândalos de pedofilia, na sequência da divulgação de uma série dos procedimentos internos a adoptar pelas dioceses no caso de abusos, e que incluem a denúncia à justiça, no respeito pela “lei ordinária”.
Entre o silêncio e a gaffe, como a do pregador do Vaticano que comparou as acusações contra ao Papa ao anti-semitismo, a Santa Sé tem sido acusada de não estar a responder adequadamente à crise aberta pela divulgação de centenas de denúncias de abusos sexuais com o envolvimento de religiosos em vários países europeus.
“O Vaticano não se deu ainda conta até que ponto é grave a crise mediática”, disse recentemente à AFP o vaticanista do diário “Il Giornale”. “Será útil aos dirigentes da Santa Sé falarem um pouco com os jornalistas”, aconselhou em declarações ao "La Stampa" George Weigel, autor de uma biografia de João Paulo II.
Fonte: Público

