Calor em Outubro bate recordes
Quase ninguém se lembra de um Outubro tão quente. E os números confirmam: algumas zonas de Portugal estão a enfrentar um calor que não se via pelo menos há 70 anos.
Segundo dados do Instituto de Meteorologia, os dez primeiros dias do mês foram de facto excepcionais. A temperatura média no Continente foi 4,4ºC superior à média para o mesmo período. No Porto, com uma temperatura média de 21,8ºC, o desvio chegou a 6,2ºC.
Pelo menos onze recordes de temperatura máxima foram batidos ou igualados. Em seis pontos do país – Évora, Bragança, Montalegre, Mirandela e Guarda – o calor chegou a níveis nunca alcançados desde 1941, data em que começa a série de registos das estações meteorológicas nestas áreas. Noutras seis estações – Castelo Branco, Lisboa, Monção, Cabril, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães – também foram ultrapassados os recordes. Mas como as séries de dados são mais curtas, tudo que se pode dizer é o que nunca os termómetros estiveram tão altos nas últimas duas a quatro décadas.
Ter o termómetro ocasionalmente acima dos 30ºC em Outubro não é uma raridade absoluta. “que não é comum é que haja tantos dias seguidos de tempo quente”, diz a meteorologista Maria João Frade, do Instituto de Meteorologia.
Mais uma vez, os números não deixam margem para dúvidas. Nada menos do que vinte pontos do país enfrentaram uma onda de calor, no sentido técnico do termo – ou seja, mais de seis dias seguidos com temperaturas mais de 5ºC acima da média. Em pelo menos duas estações meteorológicas – Alvega (em Abrantes) e Alcácer do Sal – a onda de calor durou 12 dias, até 7 de Outubro.
Uma onda de calor tão longa faz lembrar o Verão de 2003, quando a canícula estendeu-se por duas semanas, com consequências dramáticas nos fogos florestais e na mortalidade da população. Embora as temperaturas agora sejam bem menores, os fogos multiplicaram-se em Outubro e a Direcção-Geral de Saúde prolongou o seu Plano de Contingência para Ondas de Calor.
A própria razão do calor é semelhante à de há oito anos. Uma zona de alta pressão estacionou sobre parte da Europa, formando uma espécie de parede que bloqueia a chegada do tempo húmido do Atlântico e que traz ar quente do Leste. Resultado: calor e tempo seco em Portugal, França, Espanha, Reino Unido e outros países.
“Este bloqueio não é muito diferente do que o que se observou em 2003”, afirma o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. Além disso, a temperatura da superfície do mar no Atlântico tem estado mais elevada do que a média. “Isto é muito importante”, diz Ricardo Trigo.
O início de Outubro está a contribuir para a situação de seca meteorológica que já abrangia a maior parte do país no final de Setembro, especialmente no litoral Norte, segundo o Instituto de Meteorologia.
Mas, apesar da falta de chuva, as barragens estão com níveis normais ou até acima da média. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água (Inag), apenas oito entraram em Outubro com menos de 40 por cento da sua capacidade. Apenas nas bacias do Douro, Lima, Cávado e Ave, o nível estava abaixo da média.
O início seco de Outubro não chegará para alterar radicalmente este quadro. “Com as secas, as coisas não variam de um dia para o outro”, explica Rui Rodrigues, responsável do Inag pela monitorização dos recursos hídricos. Apenas em áreas abastecidas por pequenas albufeiras – como Bragança, que está em risco de ficar sem água – pode haver alterações mais rápidas, segundo Rodrigues.
O calor tem, no entanto, os dias contados. Segundo o Instituto de Meteorologia, as temperaturas vão começar a baixar gradualmente a partir do sábado, primeiro no litoral. Quanto à chuva, talvez para a semana.

Fonte: Público
Segundo dados do Instituto de Meteorologia, os dez primeiros dias do mês foram de facto excepcionais. A temperatura média no Continente foi 4,4ºC superior à média para o mesmo período. No Porto, com uma temperatura média de 21,8ºC, o desvio chegou a 6,2ºC.
Pelo menos onze recordes de temperatura máxima foram batidos ou igualados. Em seis pontos do país – Évora, Bragança, Montalegre, Mirandela e Guarda – o calor chegou a níveis nunca alcançados desde 1941, data em que começa a série de registos das estações meteorológicas nestas áreas. Noutras seis estações – Castelo Branco, Lisboa, Monção, Cabril, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães – também foram ultrapassados os recordes. Mas como as séries de dados são mais curtas, tudo que se pode dizer é o que nunca os termómetros estiveram tão altos nas últimas duas a quatro décadas.
Ter o termómetro ocasionalmente acima dos 30ºC em Outubro não é uma raridade absoluta. “que não é comum é que haja tantos dias seguidos de tempo quente”, diz a meteorologista Maria João Frade, do Instituto de Meteorologia.
Mais uma vez, os números não deixam margem para dúvidas. Nada menos do que vinte pontos do país enfrentaram uma onda de calor, no sentido técnico do termo – ou seja, mais de seis dias seguidos com temperaturas mais de 5ºC acima da média. Em pelo menos duas estações meteorológicas – Alvega (em Abrantes) e Alcácer do Sal – a onda de calor durou 12 dias, até 7 de Outubro.
Uma onda de calor tão longa faz lembrar o Verão de 2003, quando a canícula estendeu-se por duas semanas, com consequências dramáticas nos fogos florestais e na mortalidade da população. Embora as temperaturas agora sejam bem menores, os fogos multiplicaram-se em Outubro e a Direcção-Geral de Saúde prolongou o seu Plano de Contingência para Ondas de Calor.
A própria razão do calor é semelhante à de há oito anos. Uma zona de alta pressão estacionou sobre parte da Europa, formando uma espécie de parede que bloqueia a chegada do tempo húmido do Atlântico e que traz ar quente do Leste. Resultado: calor e tempo seco em Portugal, França, Espanha, Reino Unido e outros países.
“Este bloqueio não é muito diferente do que o que se observou em 2003”, afirma o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. Além disso, a temperatura da superfície do mar no Atlântico tem estado mais elevada do que a média. “Isto é muito importante”, diz Ricardo Trigo.
O início de Outubro está a contribuir para a situação de seca meteorológica que já abrangia a maior parte do país no final de Setembro, especialmente no litoral Norte, segundo o Instituto de Meteorologia.
Mas, apesar da falta de chuva, as barragens estão com níveis normais ou até acima da média. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água (Inag), apenas oito entraram em Outubro com menos de 40 por cento da sua capacidade. Apenas nas bacias do Douro, Lima, Cávado e Ave, o nível estava abaixo da média.
O início seco de Outubro não chegará para alterar radicalmente este quadro. “Com as secas, as coisas não variam de um dia para o outro”, explica Rui Rodrigues, responsável do Inag pela monitorização dos recursos hídricos. Apenas em áreas abastecidas por pequenas albufeiras – como Bragança, que está em risco de ficar sem água – pode haver alterações mais rápidas, segundo Rodrigues.
O calor tem, no entanto, os dias contados. Segundo o Instituto de Meteorologia, as temperaturas vão começar a baixar gradualmente a partir do sábado, primeiro no litoral. Quanto à chuva, talvez para a semana.

Fonte: Público
Temperaturas vão continuar baixas
As temperaturas vão manter-se um pouco mais baixas do que o normal nos próximos dias, disse à agência Lusa o meteorologista Bruno Café, segundo o qual “é muito raro haver um mês em que não haja precipitação”.
Bruno Café explicou que o estado do tempo atual está relacionado com “a posição do anticiclone e com a sua configuração, que favorece ventos de norte, noroeste e que trazem o ar marítimo e temperaturas mais baixas”.
“Também tem havido alguma nebulosidade durante a manhã. Estas coisas acabam todas por favorecer as temperaturas um bocadinho mais baixas do que o normal”, sublinhou.
Segundo o meteorologista, para hoje prevê-se a “diminuição da nebulosidade ao longo do dia”.
“Para amanhã [quarta-feira] ainda temos alguma nebulosidade durante a noite e o início do dia seguinte. Depois a tendência é para céu pouco nublado ou limpo, mas as temperaturas para já mantêm-se mais ou menos no mesmo patamar”, avançou.
Nos próximos dois dias, a temperatura em Lisboa deverá voltar a atingir os 26 graus, ou seja “dois graus abaixo do valor normal para este mês de Julho”.
“Nas zonas onde estamos a prever temperaturas mais altas, como Évora e Beja, com 34 graus, já estão acima do normal para este mês”, referiu.
Relativamente à chuva, Bruno Café explicou que “é muito raro haver um mês em que não haja precipitação nenhuma”.
“Esta precipitação que tem ocorrido ultimamente é uma precipitação fraca, que está associada a ondulações frontais que passam a latitudes mais a norte de Portugal e acabam por trazer alguma nebulosidade”, indicou.
De acordo com o meteorologista, “normalmente essa precipitação ocorre durante a noite até ao início da manhã e no litoral norte e centro. Mas, não é um fenómeno anormal”.
Fonte: Público
Bruno Café explicou que o estado do tempo atual está relacionado com “a posição do anticiclone e com a sua configuração, que favorece ventos de norte, noroeste e que trazem o ar marítimo e temperaturas mais baixas”.
“Também tem havido alguma nebulosidade durante a manhã. Estas coisas acabam todas por favorecer as temperaturas um bocadinho mais baixas do que o normal”, sublinhou.
Segundo o meteorologista, para hoje prevê-se a “diminuição da nebulosidade ao longo do dia”.
“Para amanhã [quarta-feira] ainda temos alguma nebulosidade durante a noite e o início do dia seguinte. Depois a tendência é para céu pouco nublado ou limpo, mas as temperaturas para já mantêm-se mais ou menos no mesmo patamar”, avançou.
Nos próximos dois dias, a temperatura em Lisboa deverá voltar a atingir os 26 graus, ou seja “dois graus abaixo do valor normal para este mês de Julho”.
“Nas zonas onde estamos a prever temperaturas mais altas, como Évora e Beja, com 34 graus, já estão acima do normal para este mês”, referiu.
Relativamente à chuva, Bruno Café explicou que “é muito raro haver um mês em que não haja precipitação nenhuma”.
“Esta precipitação que tem ocorrido ultimamente é uma precipitação fraca, que está associada a ondulações frontais que passam a latitudes mais a norte de Portugal e acabam por trazer alguma nebulosidade”, indicou.
De acordo com o meteorologista, “normalmente essa precipitação ocorre durante a noite até ao início da manhã e no litoral norte e centro. Mas, não é um fenómeno anormal”.
Fonte: Público
Chuva e trovoada lançam aviso amarelo
Hoje, todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por causa da previsão de chuva, por vezes forte, e de trovoadas, segundo o Instituto de Meteorologia.
Estes avisos, válidos até hoje às 23h59, deixam de fora a Madeira e os Açores, informa o site do instituto.
O aviso amarelo implica uma "situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica", segundo uma escala de quatro avisos (verde, amarelo, laranja e vermelho).
Por seu lado, a Autoridade Nacional de Protecção Civil alerta todos os distritos para a ocorrência de precipitação intensa, sendo de esperar “cheias rápidas” nas cidades, “cortes de estrada devido a inundações” e “danos em estruturas”.
Esta manhã, o mau tempo causou a queda de uma árvore na Avenida João XXI, em Lisboa, danificando uma viatura, informou a agência Lusa. Fonte dos Sapadores de Bombeiros disse que não houve vítimas a registar. “A viatura ligeira ficou danificada pela queda de uma árvore cerca das 07h00 devido à chuva e ao vento que se fizeram sentir durante a noite, não havendo vítimas a lamentar uma vez que o automóvel encontrava-se estacionado”, informou.
Para hoje, o Instituto de Meteorologia prevê céu geralmente muito nublado e aguaceiros por vezes fortes, com condições favoráveis à ocorrência de trovoada. O vento soprará fraco a moderado (10 a 30 quilómetros/hora), por vezes forte (30 a 50 quilómetros/hora) nas terras altas até ao início da tarde.
A temperatura máxima vai descer, prevendo-se para o Porto 17ºC e para Lisboa e Faro, 19ºC.
As condições meteorológica desta semana contrastam com a da semana passada, que registou temperaturas próximas dos 30ºC devido à “predominância da corrente de leste, transportando ar quente e seco no território do continente”, explicou o Instituto de Meteorologia. Anteontem à tarde o cenário mudou devido à “rotação do vento para o quadrante sul” que transporta ar marítimo, progressivamente, de Sul para Norte.
Fonte: Público
Estes avisos, válidos até hoje às 23h59, deixam de fora a Madeira e os Açores, informa o site do instituto.
O aviso amarelo implica uma "situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica", segundo uma escala de quatro avisos (verde, amarelo, laranja e vermelho).
Por seu lado, a Autoridade Nacional de Protecção Civil alerta todos os distritos para a ocorrência de precipitação intensa, sendo de esperar “cheias rápidas” nas cidades, “cortes de estrada devido a inundações” e “danos em estruturas”.
Esta manhã, o mau tempo causou a queda de uma árvore na Avenida João XXI, em Lisboa, danificando uma viatura, informou a agência Lusa. Fonte dos Sapadores de Bombeiros disse que não houve vítimas a registar. “A viatura ligeira ficou danificada pela queda de uma árvore cerca das 07h00 devido à chuva e ao vento que se fizeram sentir durante a noite, não havendo vítimas a lamentar uma vez que o automóvel encontrava-se estacionado”, informou.
Para hoje, o Instituto de Meteorologia prevê céu geralmente muito nublado e aguaceiros por vezes fortes, com condições favoráveis à ocorrência de trovoada. O vento soprará fraco a moderado (10 a 30 quilómetros/hora), por vezes forte (30 a 50 quilómetros/hora) nas terras altas até ao início da tarde.
A temperatura máxima vai descer, prevendo-se para o Porto 17ºC e para Lisboa e Faro, 19ºC.
As condições meteorológica desta semana contrastam com a da semana passada, que registou temperaturas próximas dos 30ºC devido à “predominância da corrente de leste, transportando ar quente e seco no território do continente”, explicou o Instituto de Meteorologia. Anteontem à tarde o cenário mudou devido à “rotação do vento para o quadrante sul” que transporta ar marítimo, progressivamente, de Sul para Norte.
Fonte: Público

