Tina Fey: Memórias do chefe com saia


É uma das figuras mais populares da televisão americana (e não só). "Bossypants" é o livro que explica como e porquê.

Às três da tarde de um dia de semana, Tina Fey sai do seu escritório em Long Island City, no bairro nova-iorquino de Queens, para ir buscar a filha a uma pré-primária situada no Upper East Side. Pode vir comigo, diz ela a um visitante da empresa, "mas tem de ir na cadeirinha. Ao volante está um motorista; o marido, Jeff Richmond, vai sentado ao lado. Fey, vestida de casaco preto largueirão, reprimindo fungadelas e, obviamente grávida (está de cinco meses), senta--se atrás. E lá vamos nós.

Pelo caminho, Fey e Richmond, produtor e realizador de "30 Rock" ("Rockefeller 30", em Portugal no Fox Next) e ainda compositor da canção-tema ("Acabo de ganhar cinco cêntimos", anuncia ele quando uma chamada no telemóvel faz soar essa conhecida melodia), falaram sobre "Bossypants", as novas memórias da actriz e humorista. Como foi para o Richmond enquanto ela as escrevia? "Foi muito divertido!" declara. "Para toda a gente! O tempo todo!" "Ora...", diz a mulher. "Eu já contei a verdade."

Criadora, argumentista e estrela de "30 Rock", a premiada sitcom da NBC, Fey é invulgarmente mandona pelos padrões televisivos, embora nem sempre o assuma. Tal como escreve no livro, para o qual se diz ter recebido um adiantamento de 5 milhões de dólares, as suas sugestões para vencer num mundo laboral dominado pelos homens são "nada de rabos-de-cavalo nem de cai-cais. E chorar pouco".



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Patti Smith venceu National Book Award


Memórias de Mapplethorpe e Nova Iorque ganham na categoria de não ficção.

Foi quando trabalhava na livraria Scribner, em Manhattan, no final dos anos 60, que Patti Smith conheceu o artista Robert Mapplethorpe. Tornaram-se amantes (por algum tempo) e amigos (até à morte do fotógrafo, em 1989). Nessa altura, enquanto arrumava os livros nas estantes, Patti sonhava com o dia em que iria ser ela a escrever um livro.

Na noite de quarta-feira, a estrela do rock ganhou o National Book Award na categoria de não ficção com Just Kids, livro no qual evoca a sua relação com o fotógrafo Robert Mapplethorpe ("o artista da minha vida", é assim que lhe chama), na Nova Iorque boémia dos anos 60 e 70. A cantora, poeta e compositora, conhecida como a "avó do punk", já tem 63 anos, emocionou-se ao receber o prémio: "Por mais que avancemos tecnologicamente, por favor, não abandonem o livro", pediu aos 650 convidados para a cerimónia.

Se o prémio de Patti Smith era já previsível, na categoria de ficção houve uma surpresa com a atribuição do National Book Award a Jaimy Gordon por Lord of Misrule, elogiado pelo júri por ser "um romance memorável e linguisticamente rico". Gordon deixou para trás, por exemplo, Jonathan Franzen, finalista com o romance Freedom, um dos maiores best-sellers do ano. Na literatura infantil o prémio foi para Kathryn Erskine, com Mockinbird, e na poesia o vencedor foi Terrance Hayes, por Lighthead.

Os premiados receberam um cheque no valor de dez mil dólares (cerca de 7400 euros) e uma estátua em bronze - além do esperado aumento nas vendas das obras. Na cerimónia de entrega de um dos mais importantes prémios literários dos Estados Unidos, o escritor Tom Wolfe, de 79 anos, autor de livros emblemáticos como A Fogueira das Vaidades, recebeu uma distinção pela sua contribuição para a literatura americana.




Fonte: DN

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Políticos escrevem contos infantis


São 16 e dos mais variados quadrantes políticos aqueles que participam em 'Contos pouco Políticos', que é lançado amanhã.

Edite Estrela, Ferro Rodrigues, Jerónimo de Sousa, Maria de Belém e Odete Santos são alguns dos políticos portugueses que aceitaram a ideia da jornalista Maria Inês de Almeida e escreveram contos infantis agora reunidos nesta obra. A ideia era aproximar as crianças dos políticos e vice-versa "pelo menos para que desde pequeninas comecem a ouvir falar das palavras 'político', 'política', cabendo depois aos pais dar a sua definição e explicação", explicou.

José Ribeiro e Castro, deputado e ex-líder do CDS-PP, gosta de incursões literárias e, por isso, já há 20 anos escreveu alguns contos infantis para os filhos. Para o livro esciolheu 'O Menino Pezudo', "história de exclusão e inclusão, que é um tema frequente nas histórias de crianças".

Já João Soares, deputado socialista e ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, escreveu 'Uma História para o Jonas", o filho mais novo, que, tal como o pai e os irmãos, gosta do mar.

No livro colaboram ainda Ângelo Correia, António Carmona Rodrigues, Joana Amaral Dias, Marta Rebelo, Miguel Beleza, Nuno Morais Sarmento, Paula Teixeira da Cruz, Vitalino Canas eAna Gomes.




Fonte: DN

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