Paradise Lost em Lisboa e no Porto

Treze álbuns e mais de vinte anos depois de terem mudado para sempre a cara do heavy metal, já não adianta sequer tentar traçar comparações. São caso raro, é certo, mas também não se trata de uma banda qualquer. Porque não o são, não são como os outros – e têm um fundo de catálogo brilhante para prová-lo. Neste caso especial só se pode, e deve, compará-los com eles próprios. 

Senhores de uma personalidade muito própria e de uma capacidade aparentemente infindável de se recriarem, ao longo das últimas duas décadas, os ingleses PARADISE LOST deram origem uma série de tendências – primeiro a fusão death/doom, depois o metal gótico e, por fim, o rock gótico pesadão com elementos electrónicos e refrões a roçar a pop. Não há como negá-lo, são um nome incontornável dentro do estilo em que se movem e, também, um dos mais bem-sucedidos a nível comercial. 

Uma vez mais vão provar porquê quando regressarem a Portugal, nos dias 3 e 4 de outubro, para tocar no Paradise Garage e no Hard Club.

Os bilhetes para o concerto custam 20€, à venda a partir de 5 de Julho, nos locais habituais. Reservas: Ticketline (1820 - http://www.ticketline.sapo.pt). Em Espanha: Break Point.

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Jello Biafra no Cine-Teatro de Corroios

Jello Biafra, o lendário vocalista dos Dead Kennedys, e a sua banda actuam no dia 13 de outubro no Cine-Teatro de Corroios, num espectáculo em que participam ainda as bandas portuguesas Gazua e Dalai Lume.

Eric Reed Boucher de seu nome verdadeiro, chega a Corroios com os seus 9 álbuns de originais, sendo o último "The Audacity Of Hype", trabalho editado em colaboração com Guatanamo School of Medicine em 2009.

Segundo a promotora Xuxa Jurássica, os concertos irão dar inicio por volta das 21hrs e os bilhetes (20€) encontram-se à venda nos seguintes locais: Carbono (Lisboa), Sample Skate Shop (Lisboa) e Bar Boca do Inferno (Bº Alto - 1 Bilhete Oferta 1 Imperial).

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Trivium estreiam-se em Portugal em Novembro

No campo do metal mainstream há muitas bandas a fazer música a partir do contraste entre a brutalidade e a melodia. Num momento podem ser avassaladoramente ferozes, para no seguinte atacarem uma melodia orelhuda ou um gancho que se prende à memória do ouvinte durante dias. 

O metalcore sempre viveu muito dessa dicotomia raiva/melancolia e tem um apelo considerável quando é bem feito. Mas quando não é, nem tanto. Desde que se juntaram, em 2000, os TRIVIUM têm vindo a injetar sangue novo numa tendência que há muito precisava de ser reanimada... Primeiro bastou-lhes misturar thrash e prog na receita, depois foram mais longe e, ainda muito novos, ganharam força de super-heróis e transformaram-se num caso sério de sucesso a nível global. 

Tocaram em todos os eventos de alto calibre, fizeram as digressões que interessavam e partilharam palcos com nomes como Metallica e Iron Maiden. Dificilmente se poderia encontrar um melhor selo de aprovação. 

É já com cinco álbuns de sucesso na bagagem, quilómetros e quilómetros de estrada nas pernas e um estatuto inegável que o quarteto liderado pelo carismático Matt Heafy vai protagonizar uma há muito aguardada estreia em Portugal no dia 20 de Novembro – um concerto único; no Paradise Garage, em Lisboa.

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Sigur Rós em Portugal em 2013


Os Sigur Rós vêm a Portugal em Fevereiro do próximo ano. A banda islandesa actua no Coliseu do Porto, dia 13, e no Campo Pequeno, em Lisboa, dia 14. Os concertos fazem parte da digressão de apresentação do novo álbum do grupo, "Valtari", lançado em Maio deste ano.

Os bilhetes estão à venda a partir desta sexta-feira, dia 14 de Setembro, e para o concerto do Porto têm preços desde os 23 euros, para a geral, até aos 35 euros, para a tribuna e frizas. No Campo Pequeno os bilhetes custam entre os 25 euros, para a galeria e camarote de 2ª, e os 35 euros para a bancada.

Depois de três anos de silêncio, "Valtari" é o sexto registo de originais dos Sigur Rós onde voltam a usar paisagens de dream-pop.

Jón Þór Birgisson, Georg Hólm, Kjartan Sveinsson e Orri Páll Dýrason são os elementos da banda islandesa que se tornou famosa com a edição do segundo disco, "Ágætis Byrjun", de 1999.


Fonte: Cotonete

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02.09.2012 - Bush - Coliseu dos Recreios, Lisboa

-- Bush --
Coliseu dos Recreios, Lisboa
02.09.2012
Fotos: Paulo Tavares
Texo: Ana David

 
Esteve em Portugal no passado Domingo dia 2 de Setembro a banda inglesa que tanto sucesso fez nos anos 90, os Bush. A banda veio apresentar no Coliseu de Lisboa o seu último trabalho lançado o ano passado, The sea of memories.

Entraram em palco minutos antes da hora marcada, 22 horas, com um pano negro de fundo com BUSH a branco destacado, perante um coliseu cheio, sobretudo na plateia. Um público constituído maioritariamente por jovens da faixa etária 30/40 anos, que vêm à espera de recordar os tempos de adolescência em que palpitavam ao som do “grunge” e rock que os Bush faziam nos anos 90.

O vocalista Gavin Rossdale, entra em palco cheio de garra, bem acompanhado por Chris Traynor na Guitarra, Corey Britz no baixo, os dois novos membros da banda, e Robin Goodridge na bateria. Começam o concerto com “Machinehead”, acompanhado por um espectacular jogo de luzes que decorreu durante todo o espectáculo. O calor que se fazia sentir não demoveu Gavin de saltar, andar de um lado para o outro, passando essa energia para o público que logo no primeiro tema mostraram o seu agrado acompanhando com palmas. 

A maior parte do reportório foi constituído por temas dos álbuns anteriores ao The sea of memories,e como era de esperar, os mais esperados como “The Chemical Between Us”, que o público acompanhou na letra, praticamente do princípio ao fim, “Swallowed”, “Greedy Fly”, “Prizefighter”, tema dedicado a Cristiano Ronaldo…

Os novos temas foram bem recebidos pelo público, mas o auge é com “The Afterlife”quando Gavin precorre o Coliseu pelo meio do público, fazendo paragens que levaram a abraços, beijos, “bacalhaus”, fotos e até um gole de cerveja oferecida por um fã.

A primeira parte termina com “Litle Things”, voltando para o Encore com uma “cover” de Pink Floyd “Breathe”, seguindo-se outra “cover”, desta vez dos Beatles, “Come Together”. Finalizam com o tema Comedown, com o público frenético, a acompanhar.

O vocalista, foi sem dúvida a estrela da noite, com a mesma energia de quando tinha 20 anos, parece que o tempo não passou para Gavin, puxando sempre pelo público. Pode-se dizer que foi um regresso ao passado. 

Durante o concerto Gavin teceu elogios a Portugal e ao público Português, com a promessa de voltar para o ano.

Alinhamento:
Machinehead
All My Life
The Chemicals Between Us
The Sound of Winter
Everything Zen
Swallowed
The Heart of the Matter
Prizefighter
Stand Up
Greedy Fly
Alien
The Afterlife
Little Things

Encore:
Breathe
Come Together
Glycerine
Comedown


Promotora:
PEV Entertainment

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03-04.08.2012 - Vagos Open Air 2012 - Vagos

-- Vagos Open Air 2012 --
Vagos, Aveiro
03-04.08.2012
Fotos: Pedro Almeida


-- 1º Dia --
- At The Gates -
- Nasum -
- Arcturus -
- Enslaved -
- Eluveitie -
- Northland -
- Disaffected -
 

-- 2º Dia --
- Arch Enemy -
- Twisted Sisters -
- Overkill -
- Coroner -
- Textures -
- Chthonic - 
- Mindlock - 



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18-21.07.2012 - Marés Vivas TMN 2012 - Vila Nova de Gaia

-- Marés Vivas TMN 2012 --
Vila Nova de Gaia
18-21.07.2012
Fotos: João Pedro Ribeiro
Texto: Fábio Rafael Castro

A Whisper chegou bem cedinho ao recinto para fazer o reconhecimento do mesmo e nada de muito diferente das anteriores edições foi encontrado. Ainda assim, descobrimos algumas novidades. As bandas do Palco Moche estavam todas anunciadas mas as datas de cada atuação eram anunciadas…no próprio dia.

-- 1º Dia --

A primeira performance foi dos The Lazy Faithful, que com a sua postura bastante informal e um robe de banho branco do vocalista abriram o festival de uma forma bastante enérgica. Seguidamente, André Indiana e a sua banda Indiana Blues Band elevaram o público para outra dimensão, com solos de guitarra capazes de arrebatar qualquer um. Reinterpretações de Nina Simone e “She’s Leaving to Stay” foram destaques neste grande concerto de blues, em que só faltava a garrafa de whisky.
Sem atrasos, os The Sounds abriram o Palco TMN. Uma entrada com música erudita culminou num rock enérgico que rapidamente agitou uma casa bem constituída. “The No No Song” e “Living in America” foram os “boosts” do concerto.
Sucederam-lhes os Wolfmother, uma das bandas mais aguardadas do festival, que entraram em grande força. Uma viagem ao passado, quer no visual, nas claras influências dos anos 70 e 80 no instrumental, e mesmo uma cover de “Another Brick In The Wall”, dos Pink Floyd. Impossível estar parado ao som de “New Moon Rising”, “Woman” e “Joker and the Thief”.
Quem teve o direito a “fechar o tasco” foram os já bem familiarizados com a malta portuguesa, Franz Ferdinand. O público, já bem quente pelo concerto dos Wolfmother, aderiu com aplausos e cânticos, e acompanharam a banda nos grandes temas como “Walk Away” e “Take Me Out”. Uma prestação que não comprometeu nem foi do outro mundo.

-- 2º Dia --
O “segredo dos deuses” do Palco Moche manteve-se, e neste segundo dia apresentaram-se os The Eleanors e Slimmy, que reavivou a sua carreira, começada neste mesmo espaço há 4 anos. A casa estava muito bem composta para aclamar este regresso aos palcos, e a interatividade de Paulo Fernandes com o público revestiu-se de algum humor.
Os Gun tomaram as rédeas deste dia de rock do Palco TMN. Apresentaram temas do novo álbum e, claro, os clássicos. “Word Up” e “Shame On You” ligaram os motores de uma multidão que ansiava pelos concertos seguintes.
Os The Cult mostraram que ainda estão aí para as curvas e a grande quantidade de presentes e de aplausos refletem o que se passou em palco. “Wild Flower” e "She Sells Sanctuary" de certeza que lembraram a muitos os “bons velhos tempos”, e os solos de bateria de John Tempesta deixaram alguns boquiabertos, certamente.
Os Garbage, que já há muito não pisavam terras lusas, mostraram a sua vivacidade, e a vocalista, Shirley Manson, mostrou os dois lados da sua personalidade, um mais dócil que se derretia de amores pela cidade que a lembrava de São Francisco, e um mais “wild”, que a obrigou a pôr um membro do público em ordem, ameaçando-o de chamar a segurança para o retirar do concerto. A experiência em palco não deixou a banda ficar mal, e os temas “Only Happy When It Rains” e “Stupid Girl” foram dois dos momentos mais altos.
Para terminar, os muito aguardados Kaiser Chiefs apresentaram-se ao serviço, que já não estavam por cá desde 2009. E só quem esteve lá é que realmente percebeu a magnitude do que se passou. Ricky Wilson, completamente ligado à tomada, saltou, correu, foi para o meio do público e ainda teve tempo de subir os montes que delimitam o espaço para cantar. “I Predict A Riot”, “Rubi”, “Na na na na naa” e “Everyday Day I Love You Less And Less” foram as grandes malhas de uma noite de rock.

-- 3º Dia --
Um dos concertos mais desejados do Palco Moche, após a atuação dos HMB, foi o dos Virgem Suta, que tiveram a casa mais que cheia. Uma boa recompensa para quem se levantou às 5 da manhã para viajar de Beja para cá. Com algum vinho à mistura, mesmo para os presentes, Jorge Benvinda mostrou-se alegre e com um grande sentido de humor. “Beijo na Boca”, “Tomo Conta Desta Tua Casa” e a cover de “Em Playback”, de Carlos Paião, animaram a tarde, e o concerto terminou com mais de 20 pessoas em palco, a acompanhar a banda nas cantigas.
Ebony Bones não tiveram muita sorte porque começaram a par dos Virgem Suta, e a malta estava demasiado colada ao festão que lá se passava. Ainda assim, o aspeto teatral e artístico, a veia tribal e as máscaras, cativaram a atenção de alguns e deram um bom espetáculo.
Os Azeitonas saltaram para o Palco TMN este ano, mas não brilharam. Fizeram o que era necessário para pôr os seus fiéis seguidores a cantarem os temas mais conhecidos, como “Quem És Tu Miúda” e “Dança Menina Dança”, e alimentaram os corações apaixonados com o novo grande êxito “Anda Comigo Ver Os Aviões”. Neste espetáculo, ainda houve espaço para o aparecimento de Rui Veloso e a sua “Paixão”.
A idade não perdoa… a alguns. Aos 56 anos, Billy Idol ainda se mostra um jovem, de espírito e de palco, e fez dançar toda a gente que assistia à sua performance. Acompanhado por grandes músicos, nomeadamente o seu guitarrista Steve Stevens que faz solos eletrizantes, tocou os seus grandes hits, desde “Dancing With Myself” a “White Wedding”, passando ainda por “Eyes Without A Face”. Quem não conhecia o trabalho, certamente ficou com vontade de pesquisar.
E para terminar mais uma noite de festa no Cabedelo, que estilo melhor senão o “Funk do Cigano” dos Gogol Bordello, que talvez tenha sido, na opinião de muitos, o melhor concerto do festival. Não era preciso estar no meio da multidão para se sentir a agitação… e o pó no ar dizia tudo. “Wonderlust King”, “Not A Crime”, “Start Wearing Purple”, “Immigraniada”, foram talvez os temas que agitaram mais a multidão. Em suma, o “Gypsy Punk” partiu tudo.

-- 4º Dia --
O Palco Moche abriu com João Só e Abandonados, que tiveram um grande apoio do público em canções como “Fogo”. Seguidamente, Luísa Sobral tomou o palco, com uma grande atuação, onde interpretou Britney Spears e brincou, dizendo que no próximo ano iria fazer um concerto no Marés Vivas só com covers da mesma.
Passamos para o Palco TMN, onde Mónica Ferraz sossegou o ainda agitado público da noite anterior, com uma prestação bastante delicada.
Em contraposição, os The Hives voltaram a acelerar os ritmos cardíacos. Teatrais, de bom humor e com muito rock, conversaram com o público (e o vocalista demonstrou que estudou algumas expressões em português para além de “obrigado”), sentaram-nos, e ainda chamaram um rapaz para tocar baixo com eles na música “Hate To Say I Told You So”. Mas em “Walk Idiot Walk” é que realmente se viu a potência.
Arrastou vários fãs, mas acalmar a agitação não foi algo que deixasse a malta muito contente. 
Esperava-se mais, mas ainda assim, Anastacia mostrou-se “em forma”, e os temas “Sick and Tired”, "Left Outside Alone" e "I'm Outta Love" mostraram que ainda tem poder vocal.
Para encerrar a edição, Pedro Abrunhosa mostrou-se imponente em palco. De baladas a temas mais agitados, apresentou um reportório muito completo daquilo que conhecemos do artista. “Socorro”, “Não Posso Mais”, “Não Desistas De Mim” ou “Talvez Foder” fizeram-se ouvir bem, quer pelo próprio, quer pelo público. Houve ainda espaço para agradecer à malta das redes sociais que o ajudou a encontrar o seu cão, e para levar o aplauso por dizer “Boa Noite Gaia”, ao contrário de todos os outros que ali passaram naquele palco.


O festival, que este ano contou com cerca de 95000 pessoas e está agora conotado como um dos maiores do país, promete voltar no próximo ano, com datas agendadas apenas para 3 dias: 18, 19 e 20 de Julho.

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