O IVA não vai aumentar nos livros


O IVA não vai aumentar nos livros. Vai manter-se nos 6%. Este era um dos problemas que mais preocupava os editores portugueses. O secretário de Estado Cultura confirmou ao PÚBLICO que o Governo tomou essa decisão.

Miguel Freitas da Costa, secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, que está na Feira do Livro de Frankfurt, disse ao PÚBLICO que a APEL fica contente com esta decisão do Governo de considerar o livro um "bem essencial" e não agravar a taxa de IVA.

Os livros, folhetos e outras publicações não periódicas de natureza cultural, educativa, recreativa e desportiva, brochados ou encadernados são integrados numa categoria, que permanece dentro da Tabela 1 do IVA, mantendo-se, por isso, sujeitos à taxa reduzida de 6%.

Em Setembro, Francisco José Viegas apresentou ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças “uma série de estudos e pareceres” sobre o impacto de uma eventual alteração do IVA sobre o preço dos livros.

"Isto é a confirmação do livro como um bem essencial", disse ao PÚBLICO Fernando Pinto do Amaral, comissário do Plano Nacional de Leitura (PNL), que há muito tempo se manifestou contra o possível aumento da taxa para 23%, à semelhança do que acontecerá com os espectáculos culturais (concertos de música, sessões de cinema, espectáculos de dança ou de teatro). "Isto é bom para todos. Para as editoras, blicliotecas, escolas e para os próprios leitores", destacou o comissário, explicando que se isto não acontecesse "seria uma machadada muito grande para um sector que já tem muitas dificuldades".

Para o director de comunicação da Fnac, Viriato Filipe, a continuação da taxa de 6% de IVA é uma notícia que recebe com "alívio". "Estávamos muito preocupados, tendo em conta as retracções existentes em todos os sectores. Saber que o IVA não vai aumentar nos livros é muito positivo até para a nossa cultura", disse ao PÚBLICO o responsável, destacando os baixos índices de leitura. "Se esta taxa aumentasse, os resultados poderiam ser catastróficos." Apesar de registar um tráfego menor nas lojas Fnac, Viriato Filipe garante que não existe uma quebra de vendas significativas.




Fonte: Público

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Biografia de Steve Jobs antecipada


A publicação da biografia autorizada do empresário norte-americano Steve Jobs, que morreu na quarta-feira, foi antecipada um mês e sairá a 24 de outubro, anunciou a editora Simon & Schuster .

A editora tinha previsto editar a biografia apenas a 21 de novembro, mas a morte de Steve Jobs, na quarta-feira, levou-a a antecipar a edição.

Em Portugal, a biografia será editada pela Objectiva que, contactada pela Lusa, referiu que tem autorização para também antecipar a publicação, embora ainda não tenha decidido a data de lançamento.

A biografia "Steve Jobs", escrita pelo jornalista norte-americano Walter Isaacson , é a única autorizada do empresário norte-americano.

"Steve Jobs representa o último ícone de invenção e imaginação aplicada. Ele sabia que a melhor forma de criar valor no século XXI era ligar a criatividade à tecnologia", escreve a editora.

A nível internacional, a biografia, que tem mais de 400 páginas, chegou a ter por título "iSteve: The Book of Jobs", mas acabou por ter o título "Steve Jobs by Walter Isaacson".

Walter Isaacson, antigo administrador da CNN e ex-editor da revista "Time", é o autor de ouLinktras biografias sobre personalidades como Albert Einstein e Benjamin Franklin.



Fonte: Expresso

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Tranströmer recebe Nobel da Literatura


O poeta sueco Tomas Tranströmer é o Prémio Nobel da Literatura de 2011, acaba de ser anunciado em Estocolmo pela Academia Sueca.

Tomas Tranströmer escreve sobre a morte, a história, a memória e é conhecido pelas suas metáforas. É um poeta que tem uma produção pequena, "não é prolixo", disse no final do anúncio o secretário da Academia, o historiador Peter Englund, embora esteja traduzido em várias línguas. Em Portugal, Tranströmer tem poemas publicados em duas antologias, uma delas chama-se "Vinte e um poetas suecos" (Vega ,1987).

Tomas Tranströmer, 80 anos, psicólogo de formação, sofreu um AVC em 1990. Por isso perdeu as faculdades motoras e não consegue falar. Peter Englund disse à televisão sueca que falou com o laureado e ele se mostrou surpreendido pelo prémio. "Ele estava a escutar música", acrescentou o secretário da Academia. O Prémio Nobel da Literatura 2011 vive numa ilha e depois de ter ficado doente publicou três obras.

Desde 1973 que Tomas Tranströmer, que é o poeta sueco mais traduzido no mundo e recebeu o Prémio Literário do Conselho Nórdico em 1990, era candidato ao Nobel. Há 40 anos que um autor sueco não recebia este prémio.

O poeta e tradutor Vasco Graça Moura disse hoje à agência Lusa que a poesia do autor sueco “tem uma grande força lírica e preocupação social” e considerou-o "um Prémio Nobel muito merecido”. “Ele é muito importante e é o maior poeta sueco vivo”, afirmou. Sobre a obra de Tranströmer, o escritor português sublinhou “a grande força de utilização das imagens, com uma faceta um pouco surrealista”. Vasco Graça Moura traduziu vários poemas de Tranströmer entre eles um sobre Lisboa, “Alfama”, que se encontra na obra “21 poetas suecos”.

Por sua vez o escritor e crítico literário do PÚBLICO, José Riço Direitinho, considera que "há talvez duas ou três décadas que Tomas Tranströmer merecia esta distinção". É um poeta com "uma lírica e um imaginário originalíssimos, que em alguns pormenores, o aproxima dos surrealistas. A sua obra, iniciada em meados dos anos 50, parece ter raízes na poesia Modernista e Expressionista / Surrealista.", explica.

Nas suas várias antologias, "é bem visível como ao longo de décadas ele tem vindo a apurar a linguagem poética com uma genialidade com que poucos são dotados". Em Tranströmer, os poemas "parecem suportados por uma estranha justaposição de forças primevas e contrárias; movimento e mudança, liberdade e controlo do discurso, natureza e influência humana, tudo isto faz parte das suas paisagens poéticas, que se localizam por vezes mais perto do pesadelo do que do sonho".

Mas, talvez, lembra José Riço Direitinho, seja a luta entre a terra e o mar um dos seus temas preferidos, particularmente nos poemas que se referem ao Báltico ou às suas ilhas – e são muitos –, à lembrança dos lugares dos Verões da infância, numa tentativa nostálgica de reconstrução da memória.

"Nos poemas de Tranströmer, as imagens poéticas abrem por vezes portas para estados psicológicos e para interpretações metafísicas, havendo uma espécie de 'ideia religiosa' que aflora em alguns versos. O Nobel não lhe assenta nada mal", conclui o crítico.

No ano passado a distinção foi atribuída ao escritor peruano Mario Vargas Llosa. O prémio tem um valor pecuniário de dez milhões de coroas suecas (cerca de 1 milhão de euros).

Este é o quarto prémio atribuído pela Academia Sueca este ano depois do Nobel da Medicina (Ralph Steinman, Bruce Beutler e Jules Hoffmann), da Física (Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess,) e da Química (Daniel Shechtman). Amanhã será atribuído o Prémio Nobel da Paz.



Fonte: Público

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Tina Fey: Memórias do chefe com saia


É uma das figuras mais populares da televisão americana (e não só). "Bossypants" é o livro que explica como e porquê.

Às três da tarde de um dia de semana, Tina Fey sai do seu escritório em Long Island City, no bairro nova-iorquino de Queens, para ir buscar a filha a uma pré-primária situada no Upper East Side. Pode vir comigo, diz ela a um visitante da empresa, "mas tem de ir na cadeirinha. Ao volante está um motorista; o marido, Jeff Richmond, vai sentado ao lado. Fey, vestida de casaco preto largueirão, reprimindo fungadelas e, obviamente grávida (está de cinco meses), senta--se atrás. E lá vamos nós.

Pelo caminho, Fey e Richmond, produtor e realizador de "30 Rock" ("Rockefeller 30", em Portugal no Fox Next) e ainda compositor da canção-tema ("Acabo de ganhar cinco cêntimos", anuncia ele quando uma chamada no telemóvel faz soar essa conhecida melodia), falaram sobre "Bossypants", as novas memórias da actriz e humorista. Como foi para o Richmond enquanto ela as escrevia? "Foi muito divertido!" declara. "Para toda a gente! O tempo todo!" "Ora...", diz a mulher. "Eu já contei a verdade."

Criadora, argumentista e estrela de "30 Rock", a premiada sitcom da NBC, Fey é invulgarmente mandona pelos padrões televisivos, embora nem sempre o assuma. Tal como escreve no livro, para o qual se diz ter recebido um adiantamento de 5 milhões de dólares, as suas sugestões para vencer num mundo laboral dominado pelos homens são "nada de rabos-de-cavalo nem de cai-cais. E chorar pouco".



Mais em: ionline

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Patti Smith venceu National Book Award


Memórias de Mapplethorpe e Nova Iorque ganham na categoria de não ficção.

Foi quando trabalhava na livraria Scribner, em Manhattan, no final dos anos 60, que Patti Smith conheceu o artista Robert Mapplethorpe. Tornaram-se amantes (por algum tempo) e amigos (até à morte do fotógrafo, em 1989). Nessa altura, enquanto arrumava os livros nas estantes, Patti sonhava com o dia em que iria ser ela a escrever um livro.

Na noite de quarta-feira, a estrela do rock ganhou o National Book Award na categoria de não ficção com Just Kids, livro no qual evoca a sua relação com o fotógrafo Robert Mapplethorpe ("o artista da minha vida", é assim que lhe chama), na Nova Iorque boémia dos anos 60 e 70. A cantora, poeta e compositora, conhecida como a "avó do punk", já tem 63 anos, emocionou-se ao receber o prémio: "Por mais que avancemos tecnologicamente, por favor, não abandonem o livro", pediu aos 650 convidados para a cerimónia.

Se o prémio de Patti Smith era já previsível, na categoria de ficção houve uma surpresa com a atribuição do National Book Award a Jaimy Gordon por Lord of Misrule, elogiado pelo júri por ser "um romance memorável e linguisticamente rico". Gordon deixou para trás, por exemplo, Jonathan Franzen, finalista com o romance Freedom, um dos maiores best-sellers do ano. Na literatura infantil o prémio foi para Kathryn Erskine, com Mockinbird, e na poesia o vencedor foi Terrance Hayes, por Lighthead.

Os premiados receberam um cheque no valor de dez mil dólares (cerca de 7400 euros) e uma estátua em bronze - além do esperado aumento nas vendas das obras. Na cerimónia de entrega de um dos mais importantes prémios literários dos Estados Unidos, o escritor Tom Wolfe, de 79 anos, autor de livros emblemáticos como A Fogueira das Vaidades, recebeu uma distinção pela sua contribuição para a literatura americana.




Fonte: DN

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Políticos escrevem contos infantis


São 16 e dos mais variados quadrantes políticos aqueles que participam em 'Contos pouco Políticos', que é lançado amanhã.

Edite Estrela, Ferro Rodrigues, Jerónimo de Sousa, Maria de Belém e Odete Santos são alguns dos políticos portugueses que aceitaram a ideia da jornalista Maria Inês de Almeida e escreveram contos infantis agora reunidos nesta obra. A ideia era aproximar as crianças dos políticos e vice-versa "pelo menos para que desde pequeninas comecem a ouvir falar das palavras 'político', 'política', cabendo depois aos pais dar a sua definição e explicação", explicou.

José Ribeiro e Castro, deputado e ex-líder do CDS-PP, gosta de incursões literárias e, por isso, já há 20 anos escreveu alguns contos infantis para os filhos. Para o livro esciolheu 'O Menino Pezudo', "história de exclusão e inclusão, que é um tema frequente nas histórias de crianças".

Já João Soares, deputado socialista e ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, escreveu 'Uma História para o Jonas", o filho mais novo, que, tal como o pai e os irmãos, gosta do mar.

No livro colaboram ainda Ângelo Correia, António Carmona Rodrigues, Joana Amaral Dias, Marta Rebelo, Miguel Beleza, Nuno Morais Sarmento, Paula Teixeira da Cruz, Vitalino Canas eAna Gomes.




Fonte: DN

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Mario Vargas é o Prémio Nobel da Literatura


O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura de 2010, foi anunciado hoje em Estocolmo pela Academia Sueca.

“Muito comovido e entusiasmado.” Assim se sentiu Vargas Llosa ao saber que era seu o Nobel da Literatura deste ano. Foram as primeiras declarações do escritor, feitas à agência de notícias peruana Andina e citadas pela Lusa.

Vargas Llosa está em Manhattan, onde se encontra durante o período em que está a leccionar na Universidade de Princeton, soube o PÚBLICO na Feira do Livro de Frankfurt. "Todos os anos ele sonhava com isto e sempre lhe dissémos que era este o ano", comentava a directora de marketing da Alfaguara (do grupo Santillana), Angeles Aguilera, ao PÚBLICO.

O peruano, de 74 anos, foi distinguido "pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos", justifica a Academia em comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio do Nobel.

As Publicações Dom Quixote, editora da maior parte da obra do escritor em Portugal, congratularam-se pela distinção em comunicado. "Depois de vários anos em que o seu nome foi sucessivamente apontado como vencedor do Nobel", lê-se, "a Academia Sueca decidiu, finalmente, premiar a obra de Vargas Llosa, conhecida e admirada em todo o mundo."

Francisco José Viegas, director editorial da Quetzal, que publicará em 2011 o mais recente romance do escritor, considerou a escolha "absolutamente inesperada", isto, "tendo em conta a tradição dos últimos anos, pelo menos, ou das últimas décadas, do Nobel". Em declarações à Lusa desde Frankfurt, onde acompanha a feira do livro da cidade alemã, Francisco José Viegas definiu Mario Vargas Llosa como um autor que "estuda o poder, estuda as formas de poder, as formas de exercício do poder e também estuda um pouco aquilo que é a memória revolucionária da América Latina”.

A atribuição do Prémio Nobel da Literatura a Mario Vargas Llosa é “um grande incentivo” a todos os que se preocupam com os países onde não há democracia ou a liberdade está ameaçada”, disse o filho do escritor, Alvaro Vargas Llosa.

Uma brincadeira?
Entrevistado pelo canal de televisão argentino C5N, o também escritor afirmou que o seu pai pensava que era uma brincadeira quando soube que tinha sido distinguido pela Academia Sueca. Mario Vargas Llosa, de 74 anos, “ficou na dúvida até ao último momento, quando fizeram o anúncio oficial”, disse o filho. Recordou ainda que “há muitos anos”, alguém se fez passar por um membro da academia e anunciou ao seu pai que tinha ganho o Nobel da Literatura.

“Nunca mais teremos que responder à maldita pergunta porque é que não deram o Nobel da Literatura a Vargas Llosa”, comentou. De acordo com a agência de notícias France Press, o laureado dará uma conferência de imprensa hoje à tarde no Instituto Cervantes de Nova Iorque.

No ano passado a distinção foi atribuída a Herta Müller. Em anos anteriores receberam também o Nobel da Literatura nomes como Jean-Marie Gustave Le Clézio (2008), Doris Lessing (2007), Orhan Pamuk (2006) ou Harold Pinter (2005). José Saramago, falecido em Junho deste ano, recebeu o Nobel em 1998, sendo o primeiro português a ser distinguido nesta categoria pela Academia Sueca.

Mario Vargas Llosa recebe o 103.º Prémio Nobel da Literatura, atribuído pela primeira vez em 1901. É o 11.º autor de língua espanhola a receber a distinção, depois de laureados como Camilo Jose Cela (1989), Gabriel Garcia Marquez (1982), Pablo Neruda (1971) ou Gabriela Mistral (1945). O autor de língua espanhola que mais recentemente venceu o Nobel literário foi o mexicano Octavio Paz, em 1990.

Este é o quarto Nobel atribuído este ano, depois do de Medicina (Robert G. Edwards), Física (Andre Geim e Konstantin Novoselov) e Química (Richard Heck, Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki) . O prémio literário tem um valor monetário de cerca de um milhão de euros.




Fonte: Público

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Obama escreve livro para crianças


É uma estreia na literatura infantil: o presidente norte-americano vai publicar a obra ‘Of Thee I Sing: A Letter to My Daughters’.

Ao longo de 40 páginas, Barack Obama, em jeito de "carta para as duas filhas", faz um tributo ao primeiro presidente, George Washington, e ao primeiro negro da primeira liga de basebol, Jackie Robinson.

Segundo o ‘Daily Telegraph’, o lançamento previsto para o livro é 2 de Novembro e serão impressos 500 mil exemplares na primeira edição. Os analistas esperam que, apesar do recuo do político nas sondagens, a obra se torne um best seller.

Na capa, ‘Of Thee I Singe: A Letter to My Daughters’ tem uma ilustração das duas filhas, Sasha e Malia, e do cão de água português, Bo, correndo sobre um relvado. O desenho é da autoria de Loren Long.

As receitas obtidas com a venda do livro serão doadas para um fundo de apoio a crianças em idade escolar e a soldados inválidos depois de combater a guerra.



Fonte: CM

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Livro sobre António Feio esgota em 2 dias


A primeira edição de "Aproveitem a Vida", um livro de auto ajuda escrito pela editora da Livros d´Hoje, Maria João Costa, sobre o actor António Feio esgotou em dois dias, disse fonte do grupo LeYa.

Lançado no mercado na quarta feira, a primeira edição da obra teve uma tiragem de 15 mil exemplares estando já a ser preparada outra com o mesmo número de exemplares que deverão chegar às bancas na próxima semana, acrescentou a assessora de imprensa daquela chancela das Publicações D. Quixote.

A existir um problema, há que resolvê-lo da melhor maneira - é a principal mensagem que o actor António Feio deixa no livro "Aproveitem a vida".

"A mensagem principal que quero deixar às pessoas é que se há um problema é preciso resolvê-lo da melhor maneira, há que não ficar quieto, há que tentar de tudo primeiro, nunca desistir", recomenda.

As palavras constam de uma entrevista concedida quinze dias antes de o actor morrer, a 29 de Julho, com 55 anos, e reproduzida na introdução do livro redigido por Maria João Costa, depois de um desafio que a própria lançou ao actor em finais de 2009 para que fizesse um livro para aquela chancela das Publicações D. Quixote (grupo LeYa).




Fonte: JN

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Abertos cofres com espólio de Kafka


Manuscritos e cartas do autor examinados num banco suíço, no âmbito da batalha legal pela sua posse.

"Caríssimo Max, a minha última vontade: Tudo o que eu deixar é para ser queimado sem ser lido." Se Max Brod, o grande amigo de Franz Kafka e seu executor literário, tivesse, à morte do escritor, de tuberculose, em Praga, em 1924, cumprido a sua derradeira vontade, o mundo nunca teria conhecido obras como A Metamorfose ou O Julgamento. E também nunca teria acontecido o imbróglio legal que conheceu ontem uma nova fase em Zurique, na Suíça, com a abertura de quatro cofres contendo manuscritos, cartas, diários e desenhos de Franz Kafka, bem como do próprio Brod.

Muito deste espólio está inédito e foi descoberto no curso do processo que se prolonga há dois anos em redor do espólio de Max Brod, e que está guardado em vários cofres depositados em bancos de Israel e da Suíça, sob a alçada de Eva e Ruth Hoffe, filhas de Esther Hoffe, a secretária e amante de Brod, falecida em 2008.

Eva e Ruth, que vivem em Telavive, estão em disputa legal com o Estado de Israel pelo espólio de Max Brod, alegando que o herdaram da mãe, que o recebeu de presente do seu patrão e amante, à morte deste, em 1968. As autoridades israelitas avançam que não só Esther Hoffe não tinha o direito de legar o espólio às filhas, como também ele é propriedade de Israel, já que Max Brod imigrou para a Palestina em 1939, com a mulher, Elsa Taussig, antes de as tropas alemãs terem invadido a Checoslováquia. Mais tarde, Brod doou os manuscritos de O Castelo e América à Universidade de Oxford, tendo guardado para si o de O Julgamento. Assim, o conteúdo dos cofres pertenceria à Biblioteca Nacional de Israel.

Os quatro cofres foram abertos no Banco UBS de Zurique (após já ter sucedido o mesmo na semana passada aos do banco de Telavive), mas segundo o diário Haaretz, citando fontes da instituição, não foi permitida a Eva Hoffe, uma das duas filhas de Esther, a entrada quer na caixa-forte do banco, quer na sala onde o conteúdo daqueles foi examinado, o que a deixou "visivelmente irada". O mesmo havia acontecido quando da abertura dos cofres depositados no banco de Telavive. Ambas as aberturas foram testemunhadas pelos advogados nomeados pelo tribunal.

Estes, assistidos por peritos literários e um especialista em manuscritos, farão o inventário do conteúdo dos cofres para o tribunal. Um juiz decidirá em seguida se os documentos serão repostos nos cofres e continuarão na posse das irmãs Hoffe, entregues à Biblioteca Nacional de Israel ou ao Arquivo Literário Alemão, em Marbach, que se ofereceu para os comprar, por já possuir espólio de Kafka vendido por Esther Hoffe na Sotheby's em 1988.

Entre os manuscritos de Zurique, estão os originais dos contos Um Médico Rural, Um Sonho e Preparativos de uma Boda no Campo, ou a carta que Kafka escreveu em 1919 ao seu autoritário pai, criticando-o pelo seu trato severo e distante. Pode ainda haver um livro inacabado.




Fonte: DN

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UC lança biblioteca digital


A Biblioteca Digital de Fundo Antigo da Universidade de Coimbra (UC), "Alma Mater", reúne cerca de quatro mil documentos, correspondentes a perto de 500 mil imagens, e fica acessível a partir da próxima quarta-feira.

O novo portal integra o repositório temático 'República Digital', que disponibiliza 'documentos inéditos sobre a implantação da República em Portugal e a resistência ao Estado Novo', sublinhou, à agência Lusa, Carlos Fiolhais, director da Biblioteca Geral da UC.

O projecto 'Alma Mater' só estará concluído, no entanto, quando as "cerca de 200 mil obras de fundo antigo da Universidade" (documentação produzida até meados do século XX) estiveram digitalizadas e acessíveis através da internet, acrescentou o também director do Serviço Integrado das Bibliotecas (SIBUC) da UC.

Mas, para isso, são 'necessários investimentos', que, 'em tempo de crise como o que vivemos, são mais difíceis de fazer', disse.

Integrada numa 'estratégia de desenvolvimento e modernização' da UC, a 'Alma Mater' visa tornar mais acessível um património 'vasto, rico e, nalguns aspectos, único', como é o da mais antiga universidade portuguesa e uma das mais antigas do mundo.

Clique aqui para aceder à página oficial da biblioteca

Esta biblioteca digital, ao reduzir 'a situações quase pontuais a consulta de muita documentação', vai, também, permitir a preservação de todo o acervo de fundo antigo, onde 'alguns documentos gritam por socorro', afirmou Carlos Fiolhais.

'Parte da documentação (talvez cerca de metade) agora disponibilizada' já está acessível, pela internet, mas esta nova plataforma (www.uc.pt/sibuc/almamater) 'congrega e valoriza' todos esses núcleos, que 'integram o rico património bibliográfico e documental de todas as bibliotecas digitais já existentes' na Universidade.

A esses núcleos, junta-se um novo património digitalizado, designadamente, 'livros antigos, manuscritos, cartas, fotografias, desenhos' e parte dos espólios de 'autores formados pela UC', como Almeida Garrett, Félix Avelar Brotero e Júlio Henriques, referiu o director da Biblioteca Geral e do Sistema Integrado de Bibliotecas da UC.

Aquele acervo acresce ainda o núcleo 'República Digital', projecto integrado nas comemorações do centenário da República Portuguesa, que reúne 'diversos documentos' (desde jornais a manuscritos, de livros a correspondência ou de fotografias a desenhos) sobre 'as transformações políticas, sociais, científicas e artísticas', provocadas pela implantação do novo regime, as ideias republicanas e a resistência ao Estado Novo, boa parte dos quais inéditos.




Fonte: DN

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Livro - Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago


«Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do trânsito. A cegueira alastra como "um rastilho de pólvora". Uma cegueira colectiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem nome. Um mundo com as contradições da espécie humana. Não se situa em nenhum tempo específico. É um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanhã. As ideias a virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra a abrir os olhos, face ao risco de uma situação terminal generalizada. A arte da escrita ao serviço da preocupação cívica.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)


Edição/reimpressão: 2001
Páginas: 312
Editor: Editorial Caminho
ISBN: 9789722110211
Colecção: Campo da Palavra




Comprar: Wook

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Feira do Livro com mais visitantes


A feira do Livro do Porto, que encerrou ontem às 23h30, depois de 20 dias de funcionamento, recebeu mais 50 mil visitantes do que na edição de 2009, num total de 250 mil visitantes, estimou o director do evento, Avelino Soares. As vendas também terão crescido cerca de 25 por cento.

“Consideramos o balanço da feira muito positivo”, afirmou Avelino Soares acrescentando que o número de visitantes “foi superior aos 250 mil, um número que peca por defeito” e que ultrapassa os 200 mil visitantes da edição anterior.

A crise económica e o aumento dos impostos parecem não ter afectado o negócio, embora o responsável admita que “alguns” dos visitantes iam apenas ver os livros à venda sem fazer compras.

“Baseando-nos numa amostragem, concluímos que as vendas deste ano terão sido 25 por cento superiores às do ano passado”, afirmou Avelino Soares, acrescentando que o aumento de afluência dos visitantes se justifica também pela “oferta cultural superior”, entre as quais conferências ou sessões de autógrafos.

O alargamento do horário da feira aos dias de semana, para as 23h30, também contribui para a fidelização de clientes, segundo aquele responsável, assim como a criação da Hora H, a última hora antes do fecho diário da feira na qual os livreiros participantes oferecem descontos de 50 por cento aos visitantes. “A Hora H foi um sucesso, uma iniciativa que pensamos no futuro repetir”, disse Avelino Soares.



Fonte: Público

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Centenas despedem-se de Saramago


Várias centenas de pessoas estiveram esta tarde no cemitério do Alto de São João para a despedida a José Saramago. No último adeus ao escritor, a sua mulher, Pilar del Río, fez ainda um pequeno discurso dirigido à família antes da cremação do corpo de Saramago.

O caixão com o corpo de José Saramago deixou pelas 12h35 a Câmara Municipal de Lisboa com destino ao cemitério. Depois de uma emocionada cerimónia de homenagem ao escritor no Salão Nobre, a urna coberta com a bandeira nacional foi colocada na viatura que a transportou até àquele ao crematório de Lisboa.

No cemitério, o corredor que dá acesso ao local da cremação estava totalmente preenchido por personalidades e centenas de anónimos, que gritavam “Saramago: a luta continua” e “O povo está contigo, Saramago amigo”, enquanto alguns empunhavam livros do autor.

A eurodeputada Edite Estrela lembrou a dívida que tem a Saramago por ele “ ter sido um embaixador extraordinário da língua e cultura portuguesas”.

Pelas 13h10, a urna com o corpo do Prémio Nobel da Literatura entrou, carregada em ombros, no Alto de São João. Entre fortes aplausos, muitos dos presentes atiraram cravos vermelhos ao caixão.

A urna foi depois colocada na sala que dá acesso ao crematório, e aí, apenas na presença de familiares e de amigos mais próximos, a mulher do escritor, Pilar del Río, fez um pequeno discurso de despedida a Saramago. Nessas palavras, contou uma história que aconteceu com Jorge Amado, escritor brasileiro, e através dela lembrou Saramago. Procedeu-se depois à cremação dos restos mortais do escritor.

As pessoas que estiveram no Alto de São João abandonaram lentamente o cemitério, ficando apenas a famílias, amigos e jornalistas. Da família de Saramago, a filha, Violante, foi a última a sair.

As cinzas do escritor vão ficar em Lisboa, confirmou esta manhã, na cerimónia de homenagem ao escritor nos Passos do Concelho, o presidente da câmara municipal, António Costa. O local exacto onde serão depositadas é ainda desconhecido. Zeferino Coelho, editor de José Saramago, voltou hoje a afirmar que a decisão funeral caberá a Pilar.

As cinzas poderão ser entregues à família duas horas após a cremação, mas a Servilusa, empresa funerária, disse desconhecer os planos dos familiares do escritor.



Fonte: Público

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O adeus a Saramago


Família e amigos, mas também políticos, músicos, escritores e muitos anónimos estão desde o início da tarde nos Paços do Concelho para a despedida a José Saramago. O corpo do escritor, que morreu ontem aos 87 anos, está em câmara ardente no Salão Nobre da câmara de Lisboa e as vozes que ali têm sido ouvidas consideram-no uma “figura incontornável da literatura”, “um homem de grandes convicções, de grande coerência e defensor dos ideais”.

Uma dessas vozes foi a do líder do PCP, Jerónimo de Sousa. “José Saramago era uma figura incontornável para todos nós, que, questionando o mundo, procurava sempre identificar-se com o ideal de Abril, mas também mantinha o seu amor ao povo e a todos os povos”, disse o dirigente comunista, antes de se dirigir à sala onde está a urna do escritor.

Na mesma altura, o deputado socialista e candidato presidencial Manuel Alegre recordou Saramago como um “homem de grandes convicções, um homem de grande coerência”. “Um grande artista que tinha um grande amor ao país e à nação”, sublinhou.

Questionado sobre se a opção de viver em Espanha, significava que Saramago vivia de costas voltadas para Portugal, Alegre foi peremptório: “Nunca esteve de costas voltadas e a mostra disso está no facto de ele ter querido vir para Portugal e uma parte dele [das cinzas] ficar aqui. Aqui é que era a raiz dele e a raiz dele era a língua”.

Também presente nos Paços do Concelho, esteve a ministra da Cultura de Espanha. Ángeles González-Sinde considerou que a morte do Nobel da Literatura “é uma enorme perda porque era muito importante para as culturas espanhola, portuguesa e de todo o mundo”. “Era um escritor muito lido e querido em Espanha e a sua figura era muito presente em todo o território nacional”, acrescentou.

González-Sinde disse que o escritor acabou por ajudar a unir os dois países. “Foi muito importante para Espanha e Portugal porque são dois países que habitualmente vivem de costas voltadas e Saramago aproximou-nos, mesmo depois da sua morte, Saramago faz unir mais Portugal e Espanha”.
A ministra espanhola admitiu ainda a possibilidade do governo de Madrid fazer uma homenagem póstuma ao escritor português.

Entre os membros do Governo português presentes estiveram o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e o primeiro-ministro, José Sócrates. Depois de se ter recusado a falar aos jornalistas, à saída dos Paços do Concelho Sócrates confirmou que estará presente no funeral de Saramago, amanhã, recusando comentar questões como a ausência ou presença do Presidente da República nas cerimónias fúnebres. O chefe de Governo preferiu relembrar o escritor e sublinhar “que deixa uma marca e uma impressão muito profunda na alma portuguesa”. “A única coisa que tenho no meu espírito é o reconhecimento de um povo e de um país que fica a dever muito a José Saramago e que continuará com ele, porque a sua obra continuará a impressionar-nos e a inspirar-nos, como sempre fez”, sublinhou.

O dirigente do Bloco de Esquerda Francisco Louçã foi outro dos políticos que se deslocaram até à autarquia, lamentando que Saramago tenha sido alvo de “mesquinhas perseguições políticas”. O coordenador da Comissão Política do Bloco definiu Saramago como “uma figura grande da literatura portuguesa” e “uma pessoa que se preocupou com as suas origens, com as suas raízes” e que em muitos dos seus livros escreveu sobre a história de Portugal.

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio, acompanhado da mulher, Maria José Ritta, foi outra das personalidades do país que marcaram presença no Salão Nobre. Sampaio recusou alargar-se em comentários, afirmando que hoje é um dia "de menos palavras e de mais sentimentos".

No Salão Nobre da câmara de Lisboa mantêm-se os familiares do escritor – a mulher, Pilar del Rio, e os irmãos que com ela vieram de Lanzarote, a filha do escritor, Violante Saramago Matos, e os netos.
Entre as muitas outras pessoas que se despediram de Saramago, contam-se o fadista Carlos do Carmo e a mulher, Maria Judite, o músico Luís Cília, o escritor Gonçalo M. Tavares, os poetas Manuel Gusmão e Nuno Júdice, o reitor da Universidade Aberta, Carlos Reis, o ensaísta Eduardo Lourenço, o maestro António Victorino d'Almeida, o cantor Carlos Mendes e o actor Rui Mendes.

Estiveram ainda presentes os vereadores lisboetas Helena Roseta e Manuel Salgado, o general Pezarat Correia, o musicólogo Paolo Pinamonti, o político Marcelo Rebelo de Sousa, o ex-secretário de Estado da Cultura Mário Vieira de Carvalho e a apresentadora Bárbara Guimarães.

O corpo de José Saramago entrou no edifício da câmara de Lisboa às 14h33, numa urna coberta com a bandeira nacional, ao som de uma salva de palmas das pessoas que aguardavam a sua chegada. O corpo do escritor está em câmara ardente no Salão Nobre dos Paços do Concelho até à meia-noite. Sairá amanhã, às 12h00, para ser cremado no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa.




Fonte: Público

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Morreu José Saramago


O escritor português e Prémio Nobel da Literatura em 1998 José Saramago morreu hoje aos 87 anos em Lanzarote.

O autor português encontrava-se doente em estado "estacionário", mas a situação agravou-se, explicou ao PÚBLICO o seu editor, Zeferino Coelho. Os detalhes sobre as cerimónias fúnebres do escritor ainda não são conhecidos.

A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 na sua residência de Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".

Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, na Golegã, a 16 de Novembro de 1922, e apesar da mudança com a família para Lisboa, com apenas dois anos, o local de nascimento seria uma marca constante ao longo da sua vida, como referiria em 1998, aos 76 anos, no discurso perante a Academia Sueca pela atribuição do Nobel da Literatura.

Em 1939 termina o estudos de Serralharia Mecânica e emprega-se nas oficinas do Hospital Civil de Lisboa. A paixão pela literatura é alimentada de forma autodidacta, nas noites passadas nas Bibliotecas do Palácio das Galveias.

A primeira obra publicada, “Terras do Pecado”, surge em 1947. O título original, “Viúva”, foi alterado por imposição do editor da Minerva, que o considerava pouco comercial, e essa é uma das razões pela qual Saramago resistia a incluí-lo na sua bibliografia.

“Clarabóia”, que seria o sucessor de “Terras do Pecado”, foi recusado pelo seu editor e permanece inédito até hoje. A partir de 1955 começa a desenvolver trabalho de tradutor, dedicando-se a nomes como Hegel ou Tolstoi. O regresso à edição dar-se-ia apenas mais de uma década depois, quando em 1966, quando ocupava o cargo de editor literário na Editorial Estúdio Cor, surge o livro de poesia “Poemas Possíveis”. Então um autor discreto no panorama literário nacional, continuaria a exprimir-se em poema nas obras seguintes, “Provavelmente Alegria” (1970) e “O Ano de 1993” (1975).

Crítico literário na “Seara Nova” a partir de 1968, torna-se membro do Partido Comunista Português, do qual será um dos mais distintos militantes até à sua morte. A partir do final de década de 1960, desenvolve trabalho intenso na imprensa, quer no Diário de Notícias e Diário de Lisboa, quer n’A Capital, no Jornal do Fundão ou na orientação da revista Arquitectura.

Em 1975 torna-se director-adjunto do "Diário de Notícias". Em pleno PREC, esta função representaria o auge do seu percurso jornalístico e seria fundamental para o seu regresso à literatura e ao romance, o género que o notabilizaria definitivamente. Demitido no 25 de Novembro desse ano, toma a decisão que transformaria a sua vida. A partir de então, seria um escritor a tempo inteiro.

““Manual de Pintura e Caligrafia”, três décadas depois de “Terras do Pecado”, surge como a primeira obra de José Saramago, exclusivamente escritor. Com os livros seguintes, “Levantado do Chão” (1980) e “Memorial do Convento” (1982), torna-se escritor respeitado pela crítica e conhecido pelo público. É neles que define o seu estilo enquanto romancista, marcado pelas longas frases, pela ausência de travessões indicativos de discurso e pela utilização inventiva da pontuação. Nos seus livros, personagens fictícias surgem em convívio com personalidades históricas, como no supracitado “Memorial do Convento” ou em “História do Cerco de Lisboa” (1989), e são criados cenários irreais para questionar e problematizar a actualidade, como em “A Jangada de Pedra” – a Península Ibérica à deriva pelo Atlântico.



Fonte: Público

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Biblioteca Nacional fecha para obras


Lisboa A Biblioteca Nacional (BNP) irá encerrar o serviço de leitura pública a partir de Novembro e durante nove meses devido às obras de remodelação e alargamento do edifício, no Campo Grande, em Lisboa.

A instituição suspende parte dos seus serviços, nomeadamente a sala de leitura pública, devido às obras de construção da nova torre, iniciadas em Março de 2009, bem como devido à "higienização total dos espaços e a recolocação das colecções nas estantes", indica uma nota divulgada.

Durante os trabalhos será feito o "empacotamento e movimentação de mais de 1200 toneladas de material bibliográfico". Serão intervencionados "profundamente" os 12 500 metros quadrados da actual torre que deve ficar totalmente desocupada, o que obriga ao empacotamento e deslocação de todos os acervos de Leitura Geral e de Reservados, o que corresponde a mais de 3,5 milhões de espécies e cerca de 50 quilómetros lineares de prateleiras.

De 1 de Outubro a 15 de Novembro será parcialmente suspenso o serviço de leitura pública, "pois começa a empacotar-se as obras menos consultados", disse. A partir de 15 de Novembro e até 31 de Agosto de 2011, a sala de Leitura Pública estará encerrada, prevendo-se a reabertura em Setembro.

As obras permitirão aumentar a capacidade, já esgotada, de armazenamento do acervo documental. A cada piso foram acrescentados 33 metros de comprimento e adicionados dois pisos subterrâneos destinados a uma casa forte, até aqui inexistente, e instalações técnicas, bem como uma nova sala de leitura, no piso térreo. Durante o período de encerramento da Sala de Leitura Geral, o Serviço de Referência da BNP, que continuará aberto, irá manter a leitura de microfilmes.





Fonte: DN

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Manuscritos inéditos de Stieg Larsson


Stieg Larsson, o fenómeno literário, parecia ter-se esgotado nos livros da trilogia Millenium e no esboço de um quarto volume dessa saga, retido no computador pessoal da companheira do autor à altura da sua morte em Novembro de 2004. Mas Larsson começou a escrever cedo e agora foram descobertos vários manuscritos do autor na Biblioteca Nacional Sueca (Kungliga biblioteket), em Estocolmo.

De acordo com a AFP, os manuscritos datarão de cerca de 1970, quando o autor tinha 17 anos. "Recebemos material de um pequeno arquivo de uma publicação chamada Jules Verne Magazine e nesse pequeno arquivo havia alguns manuscritos do Stieg Larsson que nunca foram publicados", disse à AFP uma das responsáveis da biblioteca, Magdalena Gram.

Os inéditos são de ficção científica e tinham sido enviados à revista na esperança de serem publicados por um Stieg Larsson adolescente. Terão sido enviados na mesma altura em que Larsson andou à boleia pela Argélia e se juntou, 14 meses depois, aos rebeldes da Eritreia na sua luta.

A Biblioteca Sueca já tinha conhecimento da existência dos textos há algum tempo, mas só agora pôde analisá-los, precisam os responsáveis à AFP.

Agora cabe aos gestores do legado de Larsson decidir se os textos serão publicados ou não. O irmão e o pai do escritor, Joakim e Erland, têm estado envolvidos numa disputa pelos direitos sobre a propriedade intelectual e material de Larsson com a sua companheira de anos, Eva Gabrielsson. Magdalena Gram fez notar que os responsáveis terão certamente algumas cautelas sobre a publicação destes trabalhos do autor enquanto jovem, já que podem danificar a sua reputação.

Eva Gabrielsson tem na sua posse o computador portátil em que Larsson tinha começado - e avançado até cerca de três quartos da obra - o quarto volume de Millenium (que deveria ter sido uma série de dez livros). A polémica que a opõe aos familiares de Larsson foi tal na imprensa sueca que Gabrielsson está cada vez mais arredada de entrevistas e declarações públicas e lançará o seu próprio livro sobre o caso este Outono.

Stieg Larsson morreu sem deixar em testamento os seus desejos quanto ao seu espólio e obra. Aos 50 anos, morreu de ataque cardíaco fulminante, um ano antes de o primeiro livro Millenium ter sido editado e de ter alcançado os tops de vendas, com o mundo fascinado pelas aventuras de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist. Coube aos familiares directos, neste caso ao irmão e pai, os direitos pelos seus livros, dinheiro e metade do apartamento que ele dividia com Gabrielsson. Só o computador e os três quartos de um quarto livro estão na posse de Gabrielsson, que não parece ter qualquer intenção de o publicar - disse ao New York Times que só está interessada na sua metade do apartamento que dividia com o companheiro de mais de 30 anos e no controlo do seu legado literário.

A trilogia Millennium é um fenómeno de vendas mundial, com uma circulação de cerca de 27 milhões, tendo o terceiro volume chegado aos Estados Unidos no mês passado através da Knopf. Está traduzida em mais de 30 idiomas e já tem versões cinematográficas em curso - a primeira sueca e a segunda feita em Hollywood pelo produtor Scott Rudin e pelo realizador David Fincher, com estreia marcada para Dezembro de 2011.

"Os Homens que Odeiam as Mulheres", "A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e Um Fósforo" e "A Rainha no Palácio das Correntes de Ar" estão editados em Portugal pela Oceanos (uma chancela do Grupo Leya) e já tiveram várias edições.




Fonte: Público

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Porto Editora autorizada a comprar Bertrand


A Autoridade da Concorrência aprovou hoje a compra do DirectGroup pela Porto Editora, que inclui a Bertrand Editora (Pergaminho, Quetzal, Temas e Debates e Arte Plural) e a rede de 54 livrarias Bertrand em Portugal.

Do DirectGroup, adquirido ao grupo alemão Bertelsmann, fazem também parte a distribuidora de livros Bertrand e o clube Círculo de Leitores, que passam igualmente para as mãos da empresa portuense liderada por Vasco Teixeira. O novo negócio deve estar totalmente formalizado dentro de duas ou três semanas, indicou uma fonte próxima do processo.

A compra irá permitir à Porto Editora reforçar a presença que tem no mercado editorial português, onde a concentração tem vindo a aumentar.

Já em 2008, os mais de 180 milhões de euros de facturação conjunta da Porto Editora e da Leya, de Miguel Pais do Amaral, representaram cerca de 47 por cento do total do mercado nacional. Só da parte daquela empresa nortenha, estão em causa cerca de 91,5 milhões de euros.

Com esta aquisição, a Porto Editora (que inclui as empresas Areal Editores, a Lisboa Editora, Sextante, Plural Editores Angola, Plural Editores Moçambique, Ideias de Ler e Albatroz) embarca ainda numa estratégia de crescimento na área do retalho. Actualmente tem livrarias sob a marca Wook, rede que está também presente na Internet para a venda de livros escolares.

Com o novo negócio, o número de trabalhadores da empresa liderada por Vasco Teixeira quase que duplica, passando de 750 para 1400 pessoas, mas ainda não há informação sobre as estratégias desenhadas para o futuro.




Fonte: Público

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Morreu o escritor João Aguiar


O escritor João Aguiar, de 66 anos, morreu hoje, em Lisboa, vítima de cancro, disse à Lusa fonte próxima da família.

João Casimiro Namorado de Aguiar escreveu mais de duas dezenas de romances e criou duas séries de televisão destinadas ao público mais jovem - “Sebastião e os Mundos Secretos” e o “Bando dos Quatro”, no qual ele próprio figura na personagem do Tio João.

João Aguiar foi um dos cultores em Portugal do chamado romance histórico, com “A Voz dos Deuses”, publicado em 1984.

João Casimiro Namorado de Aguiar nasceu a 28 de Outubro de 1943 e viveu a infância entre Lisboa - a sua cidade-natal - e a Beira, em Moçambique. A mãe ensinou-o a ler para mantê-lo sossegado na cama, durante um longo período de doença, e de leitor interessado passou rapidamente a aspirante a escritor.

Aos oito anos, tentou ditar um livro de aventuras à irmã Maria João mas o sentido crítico dela arrasou-lhe as pretensões. Insistiu com novas obras que foi deitando para o lixo e teve mesmo um “primeiro” livro que só não viu a luz do dia porque a editora faliu antes. Só depois dos 40 anos publicou o primeiro romance, na Perspetivas & Realidades de João Soares: “A Voz dos Deuses”, uma ficção histórica centrada na figura de Viriato.

Seguiram-se duas dezenas de romances que o levaram a estudar a história mais remota de Portugal - regressou aos primórdios para falar de Sertório e publicou até um trabalho não ficcionado sobre o menino do Lapedo. Viajou para Macau com a ficção para escrever “Os Comedores de Pérolas” e “O Dragão de Fumo”.

Pelo meio, João Aguiar criou duas séries destinadas ao público mais jovem - “Sebastião e os Mundos Secretos” e o “Bando dos Quatro” e fez também o libreto para a ópera “A Orquídea Branca” de Jorge Salgueiro, estreada em 2008.

A doença que veio a provocar-lhe a morte impediu-o de concluir o livro que preparava sobre a revolução de 1383.

João Aguiar frequentou em Lisboa os cursos superiores de Direito e Filosofia mas foi em Bruxelas que se licenciou em Jornalismo, profissão que entretanto tinha começado a exercer. Na Bélgica, fez um pouco de tudo, desde lavar escadas a trabalhar no Turismo de Portugal.

De regresso a Portugal, fez o serviço militar e uma comissão em Angola no sector da acção psicológica, produzindo rádio para as tropas.

Considerou-se sempre jornalista, mesmo passados largos anos desde que abandonara a actividade profissional. Começou pela RTP - onde também coordenou uma série da Rua Sésamo - e passou depois por jornais como "Diário de Notícias", "A Luta", "O País". Fez rádio no Canadá, onde trabalhou com Henrique Mendes.

Dizia-se um “monárquico não tradicionalista”, justificava-o “por uma questão pragmática”. O último romance que publicou - “O Priorado do Cifrão” - era uma “charge” ao mundo criado por Dan Brown.

Numa autobiografia irónica que escreveu para o "Jornal de Letras" em 2005, João Aguiar concluía: “A minha vida não dava um livro, e ainda bem. Em compensação, o facto de os meus livros darem uma vida -- boa ou má, não importa para o caso - , esse facto devo-o, em grande parte, aos momentos de não-glória que acabo de relatar. E estou-lhes muito grato.”




Fonte: Público

POSTED BY Joana Vieira
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